Um dia eu li uma entrevista com o Dalai Lama em que o repórter perguntava qual a saída para o mundo ocidental cada vez mais violento e ele disse que, enquanto as pessoas continuassem ávidas por emoção, não haveria saída.
Na questão das drogas todos os personagens em questão são viciados em emoções. Vamos começar pelo personagem principal, o usuário. Geralmente ele é uma pessoa com componentes de caráter bons, mas que tentou preencher o vazio de sentimentos, ou de sentimentos negativos por emoções, assim como o é aquele que come demais, bebe demais e outras coisas que de boas para ruins só precisam de um aumento na dose. Ele é ávido por emoções, que só tem no início do vício e depois só sente necessidade de evitar o mal que a ausência da droga lhe faz. Vive frustrado pela ausência daquelas emoções do início e o alto preço pago por isso.
Depois vamos para a mãe, o pai ou o cuidador. Ele é viciado num tipo diferente de emoção. Masoquismo também é um tipo de emoção. Sob o pretexto de que fulano é da família, o cuidador se anula e cria um sentimento confuso de amor e ódio que vai entranhando e preenche o seu também vazio de existir. Quando os pais não impõe limite aos filhos é por medo de serem abandonados, têm sua auto estima em baixa e se vendem pos brinquedos, roupas e tudo o mais que lhes é pedido. Não vivem os sentimentos, mas as emoções desse relacionamento.
Vamos para o traficante não usuário. Viciado no dinheiro sabe lá porque vazio tenha, ele precisa de sempre mais, não se importando com o que possa causar à sociedade. Assume riscos, é viciado em adrenalina. Mais e mais emoções.
A polícia, salvo excessões, é viciada pela emoção da perseguição, da caçada, não se importando se a cadeia e tudo que ela tras, vai contribuir para a recuperação do indivíduo. Claro que tem a satisfação de livrar pessoas de bem dos bandidos, mas eu acredito que a linha para o prazer doentio é muito fino.
A sociedade que se alimenta de notícias de violência, se alimenta de emoções. Pede leis mais duras para o combate às drogas, mas se tiver algum parente envolvido, não tem coragem de denunciar. Por que sabe que não é esse sistema que vai recuperá-lo. A pessoa sai do notiuciário, vai para a novela atrás de mais emoções.
Será que a gente ainda sabe viver na sanidade? Sabe que não pode viver sem emoção, mas sabe dosá-la? Sabe conversar com o outro, sentir o outro e escrever uma história autêntica? Com sentimentos autênticos? A proibição das drogas vem do medo de nossos filhos se perderem no vício, medo de não termos cumprido o nosso papel de pais, de não termos dado formação e amor suficientes para que a escolha pelo não consumo seja natural. Toda proibição pura e simples gera violência. Não foi assim no comunismo? Não foi assim na Ditadura?
Eu acho que as drogas deveriam ser liberadas, de forma progressiva, começando com a maconha e só a partir de uma idade que represente um relativo amadurecimento da pessoa. Mas algumas coisas deveriam ser acordadas entre a sociedade para deixar de lado o emocional da questão. Primeiro um amplo serviço psicológico deveria ser oferecido para o usuário. Depois a imprensa deveria, no máximo, divulgar estatísticas e não expor a população ao horror humano, que já ocorre proibindo ou não. Por último, a produção seria caseira, limitada a uns 4 metros quadrados, para evitar que a indústria tome conta aumentando muito a oferta. Bjos.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
As Duas Leis
Meus neurônios frenéticos não param de trabalhar. De repente eu percebi que existem 2 leis principais que regem a espiritualidade e que coexistem e se completam, e que podem estar em sentido oposto ou na mesma direção. São as leis de causa e efeito e a de atração. A primeira é mais simples, é o "toma lá dá cá", a semeadura e a colheita. Se fosse só isso, o mundo seria só um pêndulo um vai e vem sem fim. Estaríamos ainda na Lei de Talião, a do "olho por olho e dente por dente". Mas existe a Lei de Atração, mais elaborada e que podemos simplesmente chamar de Fé.
Vamos supor que fizéssemos uma falta grave e estávamos pagando com um sacrifício imenso com muita dor. Então rezamos (ou oramos, como quiser) para pedirmos alívio, paciência ou resignação com muito fervor. Estamos acionando a Lei de Atração que entra em conexão com forças afins daquilo que pedimos e podemos conseguir. Ela não tem religião, senso de moral, podemos rezar para conseguirmos qualquer coisa, mas aí vem a Lei de Causa e Efeito e vai nos causar efeito semelhante daquilo que causamos ao nosso próximo em consequência do nosso pedido. Quando deixamos de causar um mal que desejamos por qualquer motivo, vaidade, vingança, mágoa, evitamos o efeito reverso. Se além disso fazemos o bem para essa pessoa, atraimos coisas boas. Claro que a era do bem ingênuo tem que acabar. Devemos sempre pensar: Tal coisa servirá ou não para fulano evoluir? Coisas emergenciais como fome ou doença não se discute, porque são básicas para se prosseguir na vida.
As leis estão em sentido oposto quando estamos muito endividados com outrem e não superamos esse mal, mesmo com muita oração. É o Karma pesado.
Estão em concordância quando, por exemplo, prestamos o vestibular e estudamos muito, antes (causa e efeito) e meditamos para tranquilizar (atração). Se não estudamos e ainda vamos pessimistas, elas também estão em concordância, mas no sentido oposto.
A Lei de atração requer um certo cuidado, porque nosso pensamento sempre tende pro lado pior. Somos dominados pelo medo de que algo terrível nos aconteça, nos enchemos de cadeados, alarmes de verdade ou imaginários. Frequentemente nossa oração não tem valor, porque estamos com medo, sem confiança e não atraímos as energias afins. Fora que todos nós temos contas a pagar, poderia, as vezes ficar elas por elas, mas quando somos credores, a primeira coisa que fazemos é clamar por "justiça".
Acho que o texto ficou meio confuso, qualquer coisa me escrevam. Bjos.
Vamos supor que fizéssemos uma falta grave e estávamos pagando com um sacrifício imenso com muita dor. Então rezamos (ou oramos, como quiser) para pedirmos alívio, paciência ou resignação com muito fervor. Estamos acionando a Lei de Atração que entra em conexão com forças afins daquilo que pedimos e podemos conseguir. Ela não tem religião, senso de moral, podemos rezar para conseguirmos qualquer coisa, mas aí vem a Lei de Causa e Efeito e vai nos causar efeito semelhante daquilo que causamos ao nosso próximo em consequência do nosso pedido. Quando deixamos de causar um mal que desejamos por qualquer motivo, vaidade, vingança, mágoa, evitamos o efeito reverso. Se além disso fazemos o bem para essa pessoa, atraimos coisas boas. Claro que a era do bem ingênuo tem que acabar. Devemos sempre pensar: Tal coisa servirá ou não para fulano evoluir? Coisas emergenciais como fome ou doença não se discute, porque são básicas para se prosseguir na vida.
As leis estão em sentido oposto quando estamos muito endividados com outrem e não superamos esse mal, mesmo com muita oração. É o Karma pesado.
Estão em concordância quando, por exemplo, prestamos o vestibular e estudamos muito, antes (causa e efeito) e meditamos para tranquilizar (atração). Se não estudamos e ainda vamos pessimistas, elas também estão em concordância, mas no sentido oposto.
A Lei de atração requer um certo cuidado, porque nosso pensamento sempre tende pro lado pior. Somos dominados pelo medo de que algo terrível nos aconteça, nos enchemos de cadeados, alarmes de verdade ou imaginários. Frequentemente nossa oração não tem valor, porque estamos com medo, sem confiança e não atraímos as energias afins. Fora que todos nós temos contas a pagar, poderia, as vezes ficar elas por elas, mas quando somos credores, a primeira coisa que fazemos é clamar por "justiça".
Acho que o texto ficou meio confuso, qualquer coisa me escrevam. Bjos.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Política
Nossos gostos na política estão ligados ao nosso caráter, formação e visão do mundo. Procurei fazer uma analogia com a espiritualidade também. As pessoas se dividem nas que acham que o homem nasce neutro e que o meio vai determinar se ele vai ser bom ou mal, se vai progredir ou não, se vai adquirir vícios, se vai liderar ou ser subordinado; naquelas que a genética ou "os escolhidos por Deus" vão vencer independente de onde nasçam, que dificuldade enfrentem, que seio familiar se insiram e que educação recebam.
Os primeiros tendem a optar por um partido comunista ou socialista, porque a competição é má. Os valores individuais não devem ser levados em conta e Deus é injusto, pelo menos enquanto estamos encarnados, porque sofremos de maneira desigual.
Os segundos tendem ao capitalismo. São pessoas privilegiadas porque se fizeram na adversidade, pelo próprio esforço, capacidade, senso de oportunidade ou nasceram ricas. Agradecem a Deus e não questionam muito.
E existem os terceiros. Gente como eu, que acreditam em um monte de "bobagem" como evolução da alma, karma, lei de causa e efeito. Essa gente acredita que a genética, ou o estágio evolutivo do espírito é importante e vai ser decisivo para a pessoa vencer mesmo em condições adversas. Mas o meio é importante, senão qual a responsabilidade dos pais, professores e governantes? Então essa gente tende a aceitar um partido de centro que crie condições para as pessoas crescerem, mas sem paternalismo. E eu acrescento que Cristo disse "Amai a Deus sobre todas as coisas" e não tem coisa que é mais de Deus que a natureza, então a base das minhas opções nesta eleição vai ser do PV.
Pela primeira vez, pena que seja já tarde na minha vida eu não vou ver pesquisa, se vou perder voto,quantos por cento tem o candidato. É a liberdade eleitoral. Bjos.
Os primeiros tendem a optar por um partido comunista ou socialista, porque a competição é má. Os valores individuais não devem ser levados em conta e Deus é injusto, pelo menos enquanto estamos encarnados, porque sofremos de maneira desigual.
Os segundos tendem ao capitalismo. São pessoas privilegiadas porque se fizeram na adversidade, pelo próprio esforço, capacidade, senso de oportunidade ou nasceram ricas. Agradecem a Deus e não questionam muito.
E existem os terceiros. Gente como eu, que acreditam em um monte de "bobagem" como evolução da alma, karma, lei de causa e efeito. Essa gente acredita que a genética, ou o estágio evolutivo do espírito é importante e vai ser decisivo para a pessoa vencer mesmo em condições adversas. Mas o meio é importante, senão qual a responsabilidade dos pais, professores e governantes? Então essa gente tende a aceitar um partido de centro que crie condições para as pessoas crescerem, mas sem paternalismo. E eu acrescento que Cristo disse "Amai a Deus sobre todas as coisas" e não tem coisa que é mais de Deus que a natureza, então a base das minhas opções nesta eleição vai ser do PV.
Pela primeira vez, pena que seja já tarde na minha vida eu não vou ver pesquisa, se vou perder voto,quantos por cento tem o candidato. É a liberdade eleitoral. Bjos.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
A Estória mais Longa do Universo
É estória mesmo, porque é só minha intuição. Qualquer dia eu vou perder a timidez, vou subir no palanque da Casa Francisco de Assis e vou começar meu depoimento assim:
- Todo mundo que começa a realmente acreditar em algo a respeito de Deus, logo começa a querer falar em Seu Nome. Isso é muito perigoso, pode induzir a conclusões erradas.
Então eu quero pedir que não tomem como verdade. Isto é um mero exercício de lógica.
Deus, que é o conhecimento supremo, teve a necessidade de se reproduzir. Como é que se reproduz um Deus? Pega-se uma bola de matéria prima. Dá-se uns choques nela e produz-se um "Big Bang". Então uma quantidade imensa de poeira cósmica, já programada "geneticamente" para formar galáxias, nebulosas e tudo aquilo que só os astrônomos conhecem,se espalha. Como células, corpos celestes nascem, se desenvolvem e morrem. Estas por sua vez são constituidas de sub unidades, que também o são e vamos assim, olhando por lentes de um microscópio gigante, ver que as galáxias têm estrelas, que têm planetas que têm matéria inorgânica e alguns têm ou hão de ter matéria viva. Estas, como tudo o mais no universo, nascem, crescem e morrem e dão lugar a algo mais desenvolvido. É na matéria orgânica que se brota o princípio inteligente, aquele que Deus semeou para finalmente se reproduzir. Ele cuidou pessoalmente das plantinhas, dos peixinhos, dos animais superiores, dos humanóides inferiores, colocando tudo em equilíbrio até que veio o homem e aí a coisa se complicou um pouco. O princípio inteligente não pode mais crescer sem um pouco de autonomia, sem conhecer as leis de causa e efeito, enfim, sem o famoso "livre-arbítrio". Tampouco o princípio inteligente se perde. Ele não pode ser desperdiçado nas chamas eternas de um inferno. Pode ser corrigido, pode ser melhorado. Assim como formas de vida que não têm mais razão de existir, como os dinossauros, nossas pequenas certezas, valores, dogmas que foram testados e reprovados vão ser extintos. A cada encarnação deixamos de ser um vinho ruim e adquirimos um rótulo de qualidade cada vez mais superior. Se seremos, no futuro, uma pequena célula de um novo deus, ou se seremos deuses para fazer companhia ao Criador ou se seremos apenas valorosos súditos, porém felizes com a nossa existência, eu não sei, é lógico. Mas a impressão que tenho, principalmente agora, com a velocidade que as coisas estão ocorrendo, que essa evolução acontece em progressão geométrica. E olhamos para trás e vimos quanta guerra inútil, quanta violência gratuita, quanta bobagem carregamos como um fardo pesadíssimo. Por isso devemos pensar duas vezes ao invés de sermos turrões e defendermos com unhas e dentes, "verdades" que poderão, no futuro, cair por terra,como a via láctea que se transformará num reles buraco negro.
- Todo mundo que começa a realmente acreditar em algo a respeito de Deus, logo começa a querer falar em Seu Nome. Isso é muito perigoso, pode induzir a conclusões erradas.
Então eu quero pedir que não tomem como verdade. Isto é um mero exercício de lógica.
Deus, que é o conhecimento supremo, teve a necessidade de se reproduzir. Como é que se reproduz um Deus? Pega-se uma bola de matéria prima. Dá-se uns choques nela e produz-se um "Big Bang". Então uma quantidade imensa de poeira cósmica, já programada "geneticamente" para formar galáxias, nebulosas e tudo aquilo que só os astrônomos conhecem,se espalha. Como células, corpos celestes nascem, se desenvolvem e morrem. Estas por sua vez são constituidas de sub unidades, que também o são e vamos assim, olhando por lentes de um microscópio gigante, ver que as galáxias têm estrelas, que têm planetas que têm matéria inorgânica e alguns têm ou hão de ter matéria viva. Estas, como tudo o mais no universo, nascem, crescem e morrem e dão lugar a algo mais desenvolvido. É na matéria orgânica que se brota o princípio inteligente, aquele que Deus semeou para finalmente se reproduzir. Ele cuidou pessoalmente das plantinhas, dos peixinhos, dos animais superiores, dos humanóides inferiores, colocando tudo em equilíbrio até que veio o homem e aí a coisa se complicou um pouco. O princípio inteligente não pode mais crescer sem um pouco de autonomia, sem conhecer as leis de causa e efeito, enfim, sem o famoso "livre-arbítrio". Tampouco o princípio inteligente se perde. Ele não pode ser desperdiçado nas chamas eternas de um inferno. Pode ser corrigido, pode ser melhorado. Assim como formas de vida que não têm mais razão de existir, como os dinossauros, nossas pequenas certezas, valores, dogmas que foram testados e reprovados vão ser extintos. A cada encarnação deixamos de ser um vinho ruim e adquirimos um rótulo de qualidade cada vez mais superior. Se seremos, no futuro, uma pequena célula de um novo deus, ou se seremos deuses para fazer companhia ao Criador ou se seremos apenas valorosos súditos, porém felizes com a nossa existência, eu não sei, é lógico. Mas a impressão que tenho, principalmente agora, com a velocidade que as coisas estão ocorrendo, que essa evolução acontece em progressão geométrica. E olhamos para trás e vimos quanta guerra inútil, quanta violência gratuita, quanta bobagem carregamos como um fardo pesadíssimo. Por isso devemos pensar duas vezes ao invés de sermos turrões e defendermos com unhas e dentes, "verdades" que poderão, no futuro, cair por terra,como a via láctea que se transformará num reles buraco negro.
domingo, 15 de agosto de 2010
Eu Gosto de Ser Médico?
Antes de mais nada quero pedir desculpas: Fui acometido de uma preguiça crônica e minha produção caiu prá caramba. Acho que perdi todos os meus seguidores. Se tiver alguém ainda me lendo, por favor, se manifeste.
Bem, a resposta tende a ser sim, mas não é uma questão simples.
A medicina, com tantas especializações, é um mundo muito heterogêneo. Tem gente, como os patologistas, que nunca viu um paciente na frente. Tem gente que cuida só de pacientes "saudáveis" como os plásticos. Tem aqueles que só tem contato com pacientes tão sofredores ou em coma, que não sabem o que vai pela cabeça deles, como os intensivistas ou emergencistas.
Então a questão é: Eu gosto de realmente ajudar os outros? Eu sei o que o próximo realmente necessita? Até que ponto eu me envolvo, ou devo me envolver, com o drama pessoal de cada um?
A medicina é uma ciência dinâmica, em eterna busca de uma identidade. Ela diz que o paciente tem que viver cada vez mais, mas não diz o que fazer com esse tempo extra, nem se esse tempo extra vai valer a pena, se a qualidade de vida após determinada moléstia vai ser boa o suficiente para permitir uma felicidade mínima.
Setores puramente científicos correm paralelo com setores humanistas, alternativos.
A espiritualidade está apenas começando a se inserir neste contexto.
Mas, voltando à pergunta: Eu gosto de ser médico?
Acho que o médico tem que ser um gerente de algumas variáveis para que a medicina seja uma atividade prazerosa. Ele tem que atender de forma que sinta que existe um equilíbrio entre remuneração financeira, satisfação pessoal, satisfação do cliente, aceitação de seus limites, saber que pode ser atingido por problemas pessoais que têm que serem sublimados na hora do trabalho. Trabalhar com a raiva dos outros ao verem suas perspectivas frustradas diante do inexorável diagnóstico desfavorável.
Uma vez que somos seres humanos e não conseguimos manter esse astral tão alto e tão constantemente, eu lhe digo: Não é sempre que eu gosto de ser médico, mas não existe nada que seja tão fascinante, complexo e que exija tanto de você. Uma montanha russa de emoções. E nem preciso ir ao Hopi Hari.
Beijos a todos
Bem, a resposta tende a ser sim, mas não é uma questão simples.
A medicina, com tantas especializações, é um mundo muito heterogêneo. Tem gente, como os patologistas, que nunca viu um paciente na frente. Tem gente que cuida só de pacientes "saudáveis" como os plásticos. Tem aqueles que só tem contato com pacientes tão sofredores ou em coma, que não sabem o que vai pela cabeça deles, como os intensivistas ou emergencistas.
Então a questão é: Eu gosto de realmente ajudar os outros? Eu sei o que o próximo realmente necessita? Até que ponto eu me envolvo, ou devo me envolver, com o drama pessoal de cada um?
A medicina é uma ciência dinâmica, em eterna busca de uma identidade. Ela diz que o paciente tem que viver cada vez mais, mas não diz o que fazer com esse tempo extra, nem se esse tempo extra vai valer a pena, se a qualidade de vida após determinada moléstia vai ser boa o suficiente para permitir uma felicidade mínima.
Setores puramente científicos correm paralelo com setores humanistas, alternativos.
A espiritualidade está apenas começando a se inserir neste contexto.
Mas, voltando à pergunta: Eu gosto de ser médico?
Acho que o médico tem que ser um gerente de algumas variáveis para que a medicina seja uma atividade prazerosa. Ele tem que atender de forma que sinta que existe um equilíbrio entre remuneração financeira, satisfação pessoal, satisfação do cliente, aceitação de seus limites, saber que pode ser atingido por problemas pessoais que têm que serem sublimados na hora do trabalho. Trabalhar com a raiva dos outros ao verem suas perspectivas frustradas diante do inexorável diagnóstico desfavorável.
Uma vez que somos seres humanos e não conseguimos manter esse astral tão alto e tão constantemente, eu lhe digo: Não é sempre que eu gosto de ser médico, mas não existe nada que seja tão fascinante, complexo e que exija tanto de você. Uma montanha russa de emoções. E nem preciso ir ao Hopi Hari.
Beijos a todos
domingo, 1 de agosto de 2010
Pai Nosso - Minha Interpretação
Pai Nosso que estais no céu. – Na verdade Ele é a matriz do conhecimento e céu é a meta que todo o espírito deve atingir na sua caminhada, onde estaremos o mais semelhantemente possível iguais a Deus.
Santificado seja o vosso nome. – Acreditamos que a meta por Ele proposta é santa, isto é, a da felicidade verdadeira.
(e então que) Venha a nós o vosso reino. – Se assim agirmos o seu Reino virá. Ação e reação.
Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. - Essa é a passagem que me reforça no Espiritismo, então o Céu não é um bem absoluto, onde ficamos num ócio eterno, lavados de todos os nossos defeitos, vícios, amores e desamores carnais. Então desejamos que, em todos os planos existenciais, seja feita a vossa vontade.
O pão nosso de cada dia, nos dai hoje. – O pão, o conforto, os prazeres desde que, na medida em que nos empurre para a melhoria interna, para a alegria da vida e não nos acomode em ilusões.
Perdoai as nossas ofensas. - Pode ter certeza que Ele nos perdoa. Podemos xingá-lo ou adulá-lo, fazer falsas promessas impossíveis de cumprir. Deus compreenderá o seu nível de aprendizado, mas geralmente, quando você ofende alguém é você quem está com problemas.
Assim como nós perdoamos a quem nos têm ofendido. – Se você quer descontar tudo que lhe fazem vai conseguir, mas não vai sair do lugar.
E não nos deixei cair em tentação. – Ele deixa, você é livre para fazer tudo. Tentação é o caminho mais fácil, o que não respeita os limites do seu próximo, geralmente a conta mais difícil de ser paga no futuro. É mais um lembrete para nós mesmos.
Mas livrai-nos do mal. – Do mal que a gente mesmo planta acho difícil, do mal gratuito que querem nos fazer, o pensamento elevado pode nos afastar.
Assim Seja.
Prá não perder o costume e manter algum elo que nos une, bjos a todos.
Lineu
Santificado seja o vosso nome. – Acreditamos que a meta por Ele proposta é santa, isto é, a da felicidade verdadeira.
(e então que) Venha a nós o vosso reino. – Se assim agirmos o seu Reino virá. Ação e reação.
Seja feita a vossa vontade assim na Terra como no Céu. - Essa é a passagem que me reforça no Espiritismo, então o Céu não é um bem absoluto, onde ficamos num ócio eterno, lavados de todos os nossos defeitos, vícios, amores e desamores carnais. Então desejamos que, em todos os planos existenciais, seja feita a vossa vontade.
O pão nosso de cada dia, nos dai hoje. – O pão, o conforto, os prazeres desde que, na medida em que nos empurre para a melhoria interna, para a alegria da vida e não nos acomode em ilusões.
Perdoai as nossas ofensas. - Pode ter certeza que Ele nos perdoa. Podemos xingá-lo ou adulá-lo, fazer falsas promessas impossíveis de cumprir. Deus compreenderá o seu nível de aprendizado, mas geralmente, quando você ofende alguém é você quem está com problemas.
Assim como nós perdoamos a quem nos têm ofendido. – Se você quer descontar tudo que lhe fazem vai conseguir, mas não vai sair do lugar.
E não nos deixei cair em tentação. – Ele deixa, você é livre para fazer tudo. Tentação é o caminho mais fácil, o que não respeita os limites do seu próximo, geralmente a conta mais difícil de ser paga no futuro. É mais um lembrete para nós mesmos.
Mas livrai-nos do mal. – Do mal que a gente mesmo planta acho difícil, do mal gratuito que querem nos fazer, o pensamento elevado pode nos afastar.
Assim Seja.
Prá não perder o costume e manter algum elo que nos une, bjos a todos.
Lineu
domingo, 27 de junho de 2010
Mídia
Eu tenho sentimentos contraditórios em relação à mídia e acho que ela mesma o tem. A ética e o sensacionalismo devem se digladiar continuamente. Com o baixo nível cultural do povo, que nem de longe acompanha o desenvolvimento econômico, ao contrário, a cultura do mal gosto, do ridículo que passa a ser moda, ganha um espaço cada vez maior nos meios de comunicação. Como espaço é dinheiro, não há como não ceder. Eu imagino que tudo começou na década de 60, com a contracultura, que foi uma forma de protesto contra a sociedade da época, elitista, segregacionista. Os mais velhos se lembram do WASP (white, anglo saxan, protestant)? Era o ideal da sociedade americana e o resto do mundo só existia para ser explorado e sustentar os lucros dessa burguesia podre. Da contracultura, que criou novos hábitos, novos ídolos, novos sons, Woodstock, Paz e Amor, aquela coisa toda, seguiu-se um curto período de equilíbrio e lucidez, desenhos como snoopy, programas inteligentes, festivais com conteúdo político e depois...descambamos. Dá muito mais dinheiro, muito menos trabalho, muito mais apelo ao erótico de mal gosto, agradar direto ao povão. Tem até mulher melancia na Playboy! Claro que não precisam ser só programas culturais, mas mesmo os populares têm que fazer o povo pensar. Pior quando, ao contrário, incute sentimentos negativos, tipo estes programas que passam à tarde tipo "Cidade Alerta", que fazem pessoas cada vez mais com medo, cada vez mais isoladas. Mas, como tudo, existe o lado bom. O jornalismo investigativo, que faz uma espécie de polícia da sociedade, da Veja e da Isto É, programas humorísticos como CQC, uma parte do Pânico e do Casseta e Planeta. E agora vou me despedir mandando um beijinho prá titia e prá vovó, só não posso esquecer da minha eguinha Pocotó. Bjos.
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